quarta-feira, 7 de maio de 2014

ImpreSSões - Ford Maverick GT-8 1975

     Em 1975, enquanto os Muscle Cars estavam tentando sobreviver em meio a crise norte-americana de petróleo, o Brasil estava no auge dos modelos esportivos, com Chevrolet, Dodge e Ford brigando acirradamente para oferecer o melhor modelo com apelo esportivo do País.


De um lado a Chevrolet com seu reformulado Opala SS de seis cilindros e 148 cavalos brutos de potência, de outro a Dodge atacava com o famoso Charger R/T e seu 318 V8 de 215 cavalos. Para disputar seu espaço, a Ford repetia a receita do ano anterior, trazendo o Maverick GT para encarar os adversários, com seu 302 V8 de 198 cavalos.

A motorização era anunciada com destaque nas faixas laterais.

O modelo que era sucesso de vendas nos Estados Unidos, também ganhou muitos entusiastas aqui no Brasil, principalmente na versão GT. O Maverick nacional trazia a mesma carroceria do irmão norte-americano, com pequenas diferenças estéticas.

Sucesso de vendas no mercado norte-americano...

...o Maverick era a aposta da Ford do Brasil contra os rivais da Chevrolet e Dodge.

Com certeza a versão mais desejada do Ford, era o esportivo GT, que se destacava logo de cara pelas exclusivas faixas decorativas na pintura, item praticamente obrigatório para os modelos da categoria naquela época. Externamente, além das faixas, o Maverick GT tinha os faróis auxiliares, emblemas exclusivos da versão nas laterais, retrovisor esportivo do tipo "copo" e não podemos esquecer o GT no centro da grade, item que foi visto somente na primeira geração do modelo.

O belo emblema GT do centro da grade equipou apenas a primeira geração.

As rodas de 14 polegadas também eram exclusivas do esportivo, calçadas com pneus radiais para melhor desenvoltura em curvas. Fechando o conjunto externo, haviam as tradicionais travas no capô, item que surgiu ainda durante os testes do modelo no Brasil, onde houve incidentes do capô abrir em alta velocidade.

As tradicionais travas do capô além de dar um toque de charme ao cupê, são funcionais.

O motor era o já conhecido mundialmente 302 V8 5.0, que rendia 198 cavalos que aliado ao câmbio mecânico de quatro velocidades no assoalho acabava gerando 39,5 kgfm brutos de torque, ingredientes responsáveis por levar o bólido brasileiro do 0-100 km/h na casa dos 11 segundos, ótima marca para a época, e atingindo os 180 km/h de final.

O 302 V8 beirava os 200 cavalos de potência.

Internamente o GT se diferenciava pelos bancos com textura exclusiva e pelo pequeno conta-giros no centro do painel, colocado estrategicamente. Como todo esportivo nacional daquela época, o acabamento interno era simples, mas que atendia bem as necessidades.

O câmbio mecânico de quatro velocidades no assoalho era exclusiva da versão.

Naquele ano de 1975, foram vendidos pouco mais de 4 mil unidades do Maverick GT. O modelo das fotos é um exemplar integro, nunca restaurado e com 80 mil quilômetros originais.

Texto de Andre GeSSner
Imagens: Reginaldo de Campinas

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