Com o começo da era Muscle Car no inicío da década de 60, tendo o Pontiac GTO como percursor de tudo, a Dodge ainda não tinha um representante na categoria. Em pouco tempo, Camaro e Mustang já estavam na briga, e a Dodge precisava de um modelo para encarar a concorrência. Nascia então o conceito Charger, aposta da Dodge para o mercado dos Muscle cars. Com linhas baseadas no Coronet, o modelo foi apresentado em feiras de automóveis em 1965, ganhando a aprovação do público.Foi então no primeiro dia do ano de 1966 que o Charger chegava ao mercado dos Muscle Cars. O modelo criado por Carl Cameron não era exemplo de harmonia no quesito design, já que as largas colunas traseiras não casavam com o restante da carroceria. Na interna, o Charger era disponível com quatro bancos indivíduais e um painel central que invadia até a parte de trás.
O Charger era oferecido com motores dignos da categoria, sendo o 318 V8 5.2 de 230cavalos a versão de entrada. O Muscle ainda tinha outras opções de motorizações: 361 V8 5.9 de 265cavalos, 383 V8 6.3 de 325cavalos e o famoso HEMI 426 7.0 de 425cavalos e quase 68 kgfm de torque. O Charger era oferecido com câmbio manual de três marchas na coluna, automático de três velocidades e o manual de quatro velocidades no assoalho, sendo os dois ultimos exclusivo do HEMI.
Em pista o Charger agradou, apesar do desempenho ser pouco inferior que seus concorrentes, fazendo o 0-100km/h em 6 segundos. O modelo era vendido com garantia de 80 mil km ou cinco anos, mesmo assim a produção foi baixa, fechando aquele ano de 1966 com 37.344 unidades produzidas sendo 468 do HEMI.
A Dodge não estava contente com as vendas do seu modelo, e já cogitava uma reestilização para 1968, isso ainda no final de 1966, já que seu desempenho no mercado era bem abaixo dos Camaros e Mustangs. Para o ano de 1967, um novo motor, o 440 V8 7.2 Magnum de 373 cavalos e 66,3 kgmf de torque, que logo conquistava a preferência do público. O painel central que invadia a parte de trás, foi removido, devido a reclamações, e o Dodge ganhava novos mostradores, assim como alguns cromados a mais na carroceria. Além de tudo, o modelo ganhou melhoria no sistema de freios e suspensão, chegava também a opção com vinil. A concorrência evoluia, e mais modelos chegavam ao mercado, despencando o Charger para 15.788 unidades produzidas em 1967.
A primeira reestilização foi em 1968, como já planejado, deixando o Charger com um desenho totalmente atraente. A grade ainda escondia os fárois, que agora contava com um sistema de escamoteamento a vácuo, ao invés de elétrico do modelo anterior. As lanternas traseiras foram substituídas por um par redondo, dando um ar mais esportivo ao modelo. Era oferecido também a versão 6 cilindros 3.4 de 111 cavalos, que rendia 25,6 kgfm de torque, o famoso Slant Six.
Chegava também ao mercado a versão esportiva R/T, que agitaria a categoria onde era oferecido com o propulsor 440 V8 Magnum, suspensão e freios recalibrados. O câmbio era automático Torqueflite 727 de três velocidades, além do manual de quatro.


























