quarta-feira, 24 de junho de 2009

Coleção Conceito - Ford Nucleon 1958

A primeira vista lembra uma pickup, mas bem longe disso, o Nucleon nada mais era que um Concept Car movido por energia Nuclear, ainda que quem optava pelo tamanho do reator era o motorista, isso sempre de acordo com as necessidade de cada um. As recargas poderiam ser feitas em postos, como os de hoje em dia, era essa a visão que a Ford tinha nos anos 50 do futuro, pois o carro que chegou às ruas, não passou de uma miniatura da Hot Wheels que inclusive poderia encontras falsificações por aqui no Brasil.





Texto: Andre Gessner

sábado, 20 de junho de 2009

WallpaperSS - Barracuda 1970

Para quem quiser dar um toque Muscle no plano de fundo de seu cumputador, aqui vai um de molhar o teclado.


1970 Plymouth Barracuda Wallpaper 1024 x 768

Garage - Pintura com Efeito Cromado.

Para aqueles que são adeptos da customização, seja de motos, aeromodelos,carros, miniaturas, bicicletas... enfim, tudo o que você quiser aplicar uma pintura com efeito cromado.

Muitos compram aqueles Sprays na cor cromada , aplicam na superfície desejada e depois de um tempo, a pintura perde o brilho e passa a ser numa tonalidade prata fosca.

Sou um colecionador de Hot wheels( e não é coisa de criança não) e de vez em quando me arrisco em customizar alguma mini, e com base no meu pouco conhecimento, elaborei um pequeno tutorial que pode ajudar aqueles que querem " cromar " algo sem tem que desembolsar muita grana...

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Você vai precisar de:



- lixa fina ( para acabamento)
- uma lixa um pouco mais grossa
- Obviamente o Sray na cor cromada
- Spray na cor branca
- spray ou lata de tinta de verniz

Por falta de espaço, a peça que preparei para receber a pintura com efeito cromado foi uma moldura de um toca-CD, e neste caso, por ser uma superficie sem amassados ou riscos e de fácil preparação foi necessário lixar bem pouco a peça.
- Com uma lixa prepare a peça a ser pintada até obter uma superfície lisa sem riscos ou ranhuras.


- Depois de preparada a superficie, aplique uma camada fina de tinta branca, espere secar e observe a presença de imperfeições na peça, riscos de lixa, ranhuras, pequenos trincos etc etc.

caso identifique alguns desses problemas, lixe a peça novamente afim de obter a uma superfície extremamente lisa. repita o processo várias vezes se for preciso.


- Em seguida aplique uma camada fundo de tinta branca.


Peça ja com fundo branco.


- Em seguida iremos aplicar a tinta cromada, é importante aplicar em várias camadas finas, com uma pequena pausa entre as camadas assim evitamos que a pintura escorra.

Depois da peça pintada e seca, casa Haja ainda alguma imperfeição, use a lixa fina para corrigí-la.


- Em seguida aplicamos uma camada de verniz para dar o acabamento.

Peça já com a camada de verniz aplicada, em camadas finas


Peça depois do verniz aplicado, já pronta.

Deixe a peça exposta ao sol por algumas horas para a tinta secar bem, depois disso pode-se polir a peça para obter um acabamento mais detalhado e um resultado final melhor.

veja aqui algumas fotos onde esse processo foi aplicado:

- Tampa de válvulas Opala.

- Tampa de válvulas Fiat punto.

- Capacete.

- Peças de motos.

- Grade frontal.

Espero ter ajudado, abraços a todos.


Retirado do Blogalize Já

EventoSS - 1º Expobento

Nos últimos dias 13 e 14 de Junho, aconteceu o 1° Encontro de Carros Antigos de Bento Gonçalves no rio Grande do Sul; O evento movimentou vários amantes dos antigos, em uma área coberta de 10.530 metros, atraíndo cerca de 200 participantes de todo o Brasil.

Nosso amigo André Moraes esteve por lá com sua Caravan SS Amarela, fazendo cobertura do evento.



O evento contou com vários clássicos.

Com placa preta, este Impala impressiona com sua conservação.

El-Camino SS: Esportivos presentes no encontro.

O evento também contou com a participação de alguns esportivos nacionais; este, um Opala SS4 de 1976.

O modelo da Ford também marcou presença, com a 1º...

...e com a segunda geração do Maverick GT.

A perua esportiva de André Moraes também estava presente no evento.



Texto: Andre Gessner
Cobertura/Fotos: André Moraes

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Recordando - Studebaker Golden Hawk

       Não muito conhecido, este modelo norte-americano, de 1956, dotado de um estilo esportivo e motor de grande cilindrada, já colocava em prática o que tornaria-se oficial somente em 1964, a saga dos Muscle Cars, confira:


Aqui no Brasil, a Studebaker era famosa por seus modelos de seis cilindros, os famosos Champion, mas o que poucos sabem é que a montadora chegou a produzir alguns veículos com comportamento esportivo no inicio dos anos 50. Tudo teria iniciado em 1951, quando a empresa lançou um motor V8 no mercado; a carroceria ficava por conta de Bob Bourke da equipe de Raymond Loewy, que logo desenhou um novo cupê, prevendo uma frente baixa, e um perfil em cunha que caiu no gosto de Harold Vance, presidente da empresa.



Dessa forma, o modelo entrava em produção em 1952, já como modelo 53; batizado de Starliner, já vinha com uma lista de concorrentes, sendo um deles o famoso Corvette da Chevrolet. No mesmo ano de 1953, é lançado um sedan, com as mesmas características do cupê, e no ano seguinte, uma Station Wagon; neste mesmo ano, aconteceu a fusão da Packard com a Studebaker.


Os primeiros V8 foram os Starline de 1953.

Utilizando a carroceria do Starliner, a empresa começa a fabricar o modelo President Speedster em 1955, um esportivo com motor Passmaster V8 de 295 polegadas e 185 cavalos, carburação bi-jet, câmbio automático ou mecânico de três velocidades, dupla saída de escapamento, e pintura em três tons.


Em 1955, o President Speedster utilizava um 295 V8 de 185 cavalos.

Fabricado apenas durante um ano num total de 2.215 unidades, o modelo poderia ultrapassar os 240 km/h, segundo dados do fabricante. Em 1956, era apresentado quatro novas versões do Starliner, chamadas de Hawk, Flight com seis cilindros, Power, Sky, e Golden, com motor V8, tendo como o modelo mais potente desta série o Golden que trazia um enorme 352 V8 de 275 cavalos que foi herdado do Caribbean da Packard, que graças a ele, finalmente nasceria um esportivo de luxo de verdade, que a montadora tentava desde 1951.

O 352 V8 de 275 cavalos era o destaque do Golden Hawk em 1956.

Alguns testes realizados na época diziam que o carro era um misto de Thunderbird com Corvette V8, pois aliava maciez com desempenho. Com taxa de compressão em 9.5, o modelo fazia o 0-100 km/h na faixa dos 8 segundos, ótima marca para um carro que era uma mistura de componentes mecânicos. Como foi projetado para usar um motor seis cilindros, havia uma má distribuição de peso, que foi solucionada pelos engenheiros da Studebaker, adotando um V8 menor, de 289 polegadas que foram disponibilizados já nos modelos de 57 e 58, que passaram a ser fabricados pelo domínio da Packard.


O cupê aliava conforto e desempenho, fazendo o 0-100 km/h na casa dos 8 segundos.

Com um motor menor, o carro não tinha mais o mesmo desempenho, então a empresa passou a adotar em série, blowers da marca McCulloch, sendo esses bem parecidos com os já utilizados pela Ford nos Thunderbird, e mesmo ficando bem equipado e mais leve, o motor não rendia mais que 210 cavalos de potencia.


Para 1957, chegava o motor Sweepstakes 289 V8 de 210 cavalos, equipado com blower, menos potente, porém mais leve.


O blower McCulloch que equipou o Hawk de 1957 e 1958.

Em 1957, foram fabricados 4.356 Golden Hawk, e apenas 878 no ano seguinte, já o Packard Hawk, que era um veículo com as características do Studebaker, chegou em 588 unidades em 1958. Mesmo não sendo considerado um clássico, perante aos T-Birds e Vettes, os Hawk's merecem nosso espaço e respeito, pois criou ainda na década de 50 o conceito utilizado nos Muscle Car cerca de 10 anos depois.


Em 1957, algumas mudanças estéticas, a maior delas foi na traseira.

 Naquele ano de 1957 foram produzidas 4.356 unidades do Hawk.



Texto de Andre GeSSner
Imagens de Divulgação


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Recordando - 36 Anos de Ford Maverick

 Era 1970 quando a Ford do Brasil planejava a retirar os veteranos Aero-Willys 2600 e Itamaraty de linha, e uma possível idéia de reestilização teria sido abandonada. Nessas alturas, a Ford tinha duas opções para um novo substituto: O alemão Taunus, e o norte-americano Maverick. Para não cometer um erro, a Ford criou bem no ínicio, algumas espécies de "clínicas" convidando um público para expor as opiões em um comparativo cedido pela montadora. Alguns problemas surgiram com a preferência das pessoas, já que escolheram o modelo alemão, sendo um deles que, o motor seis cilindros do Willys, não servia no Taunus.

O alemão Taunus, preferência na época.

 Com isso tudo a Ford passava a pensar em produzir um novo e mais moderno motor de 2.300cm³ de quatro cilindros, porém a idéia logo foi descartada pelo motivo da fábrica de Taubaté, SP, só poder íniciar a construção dos mesmos apartir de 1975, o que inviabilizava, pois isso seria um prazo de quase dois anos de lançamentos de modelos de outras marcas, como o Passat. Tendo tudo isso em vista, a Ford decidiu fabricar o Maverick, ainda mais que poderia aceitar vários componentes dos já existentes Willys.

Em Maio de 1973 a Ford apresentava oficialmente o Maverick.

 Sendo assim, o novo modelo da Ford vinha com o velho 2.600cm³ dos Willys melhorado, bem como o câmbio, que era herdado do Itamaraty, um quatro marchas na coluna. Ficava então responsável pelo melhor conjunto o Small Block 302V8, que era de série no GT e opcional nas demais versões. Esses motores eram fabricados em Michigan, mais precisamente em Dearborn, algumas unidades tinham os blocos fundidos no México, segundo a lenda, esses eram mais resistentes; como eram exportados pelo porto de Windsor, no Canadá, fez o surgimento de uma nova lenda: de que eram motores "canadenses".

O recém chegado já marcava seu espaço nas grandes publicações da época,

inicialmente na carroceria Cupê nas versões Super e Super Luxo e o GT.

As opções de motorização ficavam por conta do já conhecido seis cilindros 3.0 de 112 cavalos e do 4.9 V8 de 197 cavalos.

Na pista o Maverick também fazia sua parte.

As versões com motorização V8 podiam contar com o câmbio automático C-4 como opcional, o mesmo oferecido nos Mustangs, dessa forma, o Maverick foi lançado em Maio de 1973, tendo inicialmente a carroceria Cupê, e depois quatro portas. Oferecido inicialmente com três versões, sendo elas o Super, o Super Luxo e o GT, que levava pouco mais de 11 segundos para chegar aos 100km/h e atingir uma velocidade máxima de 190km/h, fazendo o Maverick competir lado a lado com os Dodges R/T e com os Opalas SS de 6 cilindros.

A versão GT era exclusivo do V8.

Logo estreava a versão sedan de quatro portas.

Sem esquecer do câmbio modelo C-4.

Nas pistas, o Maverick se saiu bem, e ainda em 1973 vencia a "25 horas de Interlagos", o "500km de Interlagos" e a "Mil Milhas Brasileiras" também de Interlagos. Com a crise do petróleo no ano seguinte, os modelos de grande motorização, deixaram de ter procura dos consumidores. Fora do gosto do mercado, o seis cilindros não foi bem recebido, e então a Ford só teve uma escolha: descontinua-lo do mercado, substituíndo por o modelo quatro cilindros, lançado em Maio do ano seguinte, em 1975. Com comando de válvulas no cabeçote e com o chamado "crossflow", que é admissão de um lado e escape de outro, o novo OHC 2.3 era bem melhor que o velho Willys 2.600.

Em 1975, entrava o motor de quatro cilindros no lugar do velho seis em linha.

Com a chegada do quatro cilindros, a versão GT não era mais exclusiva do V8, e também ganhava novas faixas decorativas e falsas entradas de ar no capô.

Maverick mais famoso, Berta-Hollywood.

No ano de 1977, surgiram os Mavericks chamados de segunda série, ou fase, com algumas mudanças nas lanternas, grade, frisos e calotas, e também uma nova versão chamada de LDO, freios e suspensão foram reprojetadas. Na versão esportiva, foi agregado a opção do motor de quatro cilindros, além de duas falsas entradas de ar no capô. Porém as atenções da Ford estavam todas voltadas para o projeto de reestilização do Corcel, que foi lançado em 1978, fazendo com que as vendas do Maverick fossem atrapalhadas.

Para 1977, o Maverick ganhava novas lanternas na traseira e nova grade na dianteira.

Surgiu então boatos e desenhos de um "Maverick II", com linhas mais focadas aos modelos europeus, com carroceria de desenho mais atual e vincos retos, semelhante ao substitudo Del Rey lançado poucos anos depois, tendo apenas diferenças no tamanho, pois utilizava a plataforma do Maverick Sedan. Nos Estados Unidos, o Maverick tinha sido descontinuado em 1977, e com a recessão que marcou o final do governo Figueiredo, devido a crise de petróleo e sálarios baixos, o Maverick acabou deixando de ser produzido por aqui também, em Abril de 1979, deixando espaço para o novo Ford construído sobre a plataforma do Corcel II.

Especulação do Maverick II, jamais lançado.

Durante seus seis anos, foram produzidos 108.106 exemplares de Maverick, sendo assim:


Fato Rapído:
Uma série especial chamada 5000R do Maverick foi feita pela Caltabiano Veículos, revendedor Ford da cidade de São Paulo (SP), e não pela fabrica. Tratava-se de um modelo personalizado, ligeiramente semelhante ao Divisão 3 da Equipe Hollywood/Caltabiano tendo, entretanto, vários equipamentos de luxo, tais como teto solar, vidros Ray-ban de acionamento elétrico, rodas de liga leve italianas BWA e volante esportivo, entre outros.

As principais diferenças entre Maverick super e o 5000R eram bem visíveis, considerando em itens como spoiller dianteiro, aerofólio traseiro-fabricado pela Puma- e a faixa que acompanhava toda a lateral, em cujo fim se encontrava o logotipo 5000R. A Caltabiano batizou o carro com o nome 5000R porque o numero correspondia á cilindrada do motor 302V8 (4.949cm3) e “R” por ser a primeira letra da palavra “recorde”, pois o Maverick Hollywood/Caltabiano D3, em 1974, havia batido todos os recordes de pista nas provas em que participou, dominando o campeonato em sua categoria.

Poucas fotos deste modelo, quem quiser colaborar com nosso arquivo, é só enviar para saga.esportiva@ymail.com


Texto de Andre GeSSner
Imagens: Arquivo, Auto Esporte, 4Rodas e Garagem do Bellote.


Recordando - Chevy II Nova SS 1967

Com a missão de incomodar o tradicional segmento de carros médios superpotentes, o Chevrolet Chevy II Nova SS 1967 desenvolvia muito bem o seu papel; apesar de nunca ter sido um exemplo de estilo, o carro agradava os fãs que queriam desempenho distribuidos em pouco peso.
Na versão Super Sport de 1967, contava com cromados extras, alguns detalhes em preto e pequenos emblemas SS diferenciando das demais versões. Mesmo com rodas esportivas e a opção de freio a disco, o Nova SS não tinha uma imagem de carro agressivo. Porém, com uma única opção de câmbio, um manual de quatro marchas, e tendo uma relação peso/potência de apenas 4,5 kg por cv, o rápido motor L79 girava próximo a 6.000 rpm, andando junto com os carros de maior cilindrada.
Ao classificar os melhores carros de corrida de rua de todos os tempos para a revista americana Car and Driver, em 1990, o jornalista Patrick Bedard afirmava - "O 327 de 354 cv em nível de desenvolvimento próximo ao de Corvette, instalado em um Chevy II, não tinha a magia divertida de um 409 ou um 427, mas mesmo assim, aquela combinação fez dele um dos mais ágeis Muscle Cars já feitos, as pessoas podiam não notar um Chevy II no trânsito, isso até que ele colocasse meio-carro em sua frente. Mesmo num carro bem mais potente, para alcança-los, no mínimo teriam que ir a 145 km/h. É como eram esses Chevy II.”

 Chevrolet Chevy II Nova SS 1967

Modesto nas demais versões, porém na SS se transformava em um outro automóvel graças ao V8 327, de 304 cv, um Small Block parecido com o do Corvette, transformando os Nova de capota rígida, como o da foto, em pequenos Muscle Cars.


Chevrolet Chevy II Nova SS 1967
Os bancos do SS eram exclusivos, o conta-giros, opcional.

Discreto, mas com boa relação peso/potência.

http://farm4.static.flickr.com/3186/2776200245_deebcdc04d.jpg?v=0
Discreto como todo o carro, pequenos logotipos mostravam que não era um Nova qualquer.



Dados Técnicos:
Distância entre eixos: 2,79
Peso: 1.345 kg
Unidades Fábricadas (1967): 10.000
Preço Inicial: US$ 2.683

Motor Chevy SS
Tipo: OHV V-8
Cilindrada: 5.358 cm³
Alimentação: 1 x carburador quádruplo
Taxa de compressão: 11,0:1
Potência @ rpm: 350 @ 5800
Torque @ rpm: 360 @ 3600

Desempenho:
0 a 100 km/h: 7,0 s
0 a 402 m em 14.9 s @ 154,4 km/h